Paralelos

Quem são os políticos do RN pegos pelo “Detector de corrupção”

O Instituto Reclame Aqui lançou um aplicativo chamado “Detector de Corrupção”. A ferramenta está disponível para download desde o dia 27 de abril e usa reconhecimento facial para listar investigações e condenações contra políticos.

O funcionamento é simples: você abre o programa, faz uma foto da pessoa; ele “lê” o rosto e cruza com seu banco de dados, apontando se o fotografado ou a fotografada tem ou não algum “problema” com a Justiça.

O banco de dados abrange presidentes, vice-presidentes, senadores, deputados federais e governadores que estão exercendo mandato ou ocuparam o cargo nos últimos 8 anos. Também estão listados os atuais pré-candidatos à Presidência da República e aos governos de Estados.

O programa também permite procurar direto, pela unidade federativa de cada político.

No caso do Rio Grande do Norte, dos cargos vigiados pelo aplicativo, seis políticos foram pegos no detector.

São eles o governador Robinson Faria(PSD); os senadores José Agripino (DEM) e Garibaldi Alves Filho (MDB); e os deputados federais Fábio Faria (PSD), Felipe Maia (DEM) e Rogério Marinho (PSDB).

Todos alegam inocência e negam os fatos investigados.

Importante frisar que o fato de ter sido detectado pelo app não torna o político um “corrupto” ou “culpado por crime de corrupção”.Até que se prove o contrário, todos são inocentes. Os processos ainda estão tramitando.

Os demais políticos avaliados passaram pelo detector. São eles a senadora Fátima Bezerra (PT) e os deputados federais Antônio Jácome (PTN), Beto Rosado (PP), Rafael Motta (PSB), Walter Alves (MDB) e Zenaide Maia (PHS).

Pode ser, entretanto, que esse time mude. Conforme o próprio aplicativo alerta, processos em segredo de justiça não são exibidos. O banco de dados é continuamente atualizado. Pode ser inclusive que cresça o número de processos listados contra os que já aparecem.

“O aplicativo consolida apenas informações oficiais pulverizadas em diversas instâncias de tribunais, como STF, STJ, TJs e TRFs. Processos sob sigilo de Justiça não são exibidos, uma vez que não constam na base de dados oficial dos tribunais”, é dito na apresentação do projeto.

Pais e filhos

No caso do governador Robinson faria, ele aparece no Detector de Corrupção por ser investigado no Inquérito 4452 do Supremo tribunal Federal (STF).

De acordo com o documento, “são relatadas as tratativas que envolveriam contribuições eleitorais, nos idos do ano de 2010, destinadas ao Deputado Federal Fábio Faria (R$ 100.000,00), bem como ao Governador do Estado do Rio Grande do Norte Robinson Mesquita de Faria e à Prefeita Municipal de Mossoró/RN Rosalba Ciarlini Rosado (R$ 350.000,00), sendo todas decorrentes da mesma motivação, qual seja, eventual favorecimento em projetos relacionados a saneamento básico”.

Robinson Faria também é o único candidato a governador “detectado”. Todos os demais conseguiram passar sem problemas, entre eles, a senadora Fátima Bezerra, o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), o vice-governador Fábio Dantas (PSB) e o deputado estadual Kelps Lima (SD).

O deputado federal Fábio Faria (PSD), filho do governador, também aparece no Detector de Corrupção por causa do inquérito 4452. “O beneficiário Fábio Faria seria identificado no sistema “Drousys” como “Garanhão”, enquanto Rosalba Ciarlini é identificada como “Carrosel””, diz parte de uma delação incluída no inquérito, parte da Lava jato.

Em outro trecho de delação, Robinson Faria e Fábio Faria são identificados como “Bonitão” e “Bonitinho”.

Robinson e Fábio Faria
Reprodução das telas do app “Detector de Corrupção”

O senador José Agripino Maia, do DEM, foi detectado por aparecer no inquérito 4141/2015, também do Supremo, que investiga a suposta ajuda para favorecer a construção do estádio Arena das Dunas, pela OAS, obra ameaçada de interrupção por uma série de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Rio Grande do Norte (TCE/RN). Esse inquérito faz parte da Lava Jato.

O filho de Agripino, deputado Felipe Maia (DEM), também foi detectado pelo programa por ser investigado no inquérito 4399/2017, sobre suposto recebimento de repasses não declarados à Justiça Eleitoral. Nesse inquérito, Agripino e seu filho são identificados por delatores como “Pino” e “Pininho”.

Agripino Felipe Maia
Reprodução das telas do app “Detector de Corrupção”

MDB e PSDB

O senador Garibaldi Alves Filho (MDB) é investigado no inquérito 4215/2016 acusado por ter supostamente solicitado ao ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, doações consideradas indevidas pelo Ministério Público Federal. Neste mesmo inquérito também figuram José Sarney, Romero Jucá, Valdir Raupp e Renan Calheiros, todos do MDB.

Já o deputado federal Rogério Marinho (PSDB) aparece no “Detector de Corrupção” por ter seu nome em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal. O primeiro é o 3386/2011, no qual o deputado é investigado por falsidade ideológica.

O segundo processo que tem o deputado Rogério Marinho como investigado é o inquérito 3026/2010. “Trata-se de Inquérito que investiga a suposta prática de crimes contra a Administração Pública durante o exercício da presidência da Câmara de Vereadores da cidade de Natal/RN”.

Em publicação no Diário de Justiça Eletrônico do dia 21 de outubro de 2016 é possível ver mair detalhes na decisão que levantou o sigilo bancário do deputado.

“Conforme se vê da manifestação ministerial, as conclusões do Instituto de Criminalística apontam fortes indícios da prática de crime de peculato, na medida em que a empresa EDIFIC Empreendimentos Ltda. teria recebido, no período investigado, a quantia de R$ 346.322,94 da Câmara de Vereadores de Natal/RN por serviços não prestados”, disse o ministro Luis Roberto Barroso, que deferiu o pedido.

Garibaldi Rogério
Reprodução das telas do app “Detector de Corrupção”

Momento

O Detector de corrupção é uma ferramente extremamente relevante para o atual momento brasileiro. Porque disponibiliza aos eleitores um mínimo guia de orientação com relação à situação jurídica dos políticos, o que por sua vez é um ótimo critério para começar a julgar um candidato.

Outro dado interessante é que o programa para celular chega num momento que aparentemente grande parte das pessoas não quer mais votar em corruptos ou políticos com problemas na Justiça.

Uma das indicações deste dado pode ser conferido na mais recente pesquisa eleitoral feita no Rio Grande do Norte, promovida pela Federação das Indústrias (FIERN) com o Instituto Certus, que inclusive disponibilizou os relatórios completos para análise da população.

Os resultados mostraram que 80,21% concorda que o melhor para o Brasil seria eleger um presidente político profissional não envolvido com denúncias de corrupção.

Da mesma maneira, para 45,46% dos potiguares, merece o apoio do empresariado do RN aquele candidato ao Governo do Estado que não tenha envolvimento com malfeitos.

Assista abaixo o vídeo feito para o lançamento do Detector de Corrupção:

Baixe o Detector de Corrupção na App Store (https://goo.gl/2BKk5E) e no Google Play (https://goo.gl/kJ49QX).

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